Thich Nhat Hahn, monge e filósofo budista vietnamita, um dia escreveu sobre como apreciar uma boa chávena de chá, e como temos que estar totalmente despertos no presente para conseguir apreciar uma boa chávena.
Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos conseguem sentir o calor agradável da chávena. Somente no presente podemos apreciar o aroma do chá, sua doçura e sabor delicado.
Se estamos a ruminar no passado ou preocupados com o futuro, perderemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena, e o chá terá terminado. Provavelmente nem nos lembraremos do seu sabor.
A vida é assim. Se não estivermos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta este terá simplesmente desaparecido. Teremos perdido a sensação, o aroma, a delicadeza, a beleza da vida. Sentiremos ter passado a correr por nós.
É importante perceber que o passado terminou. Aprendamos com ele e deixemo-lo ir. O futuro ainda não chegou, por isso não é importante não gastar tempo a preocuparmo-nos com ele. É uma perda de tempo. Simplesmente quando pararmos de ruminar sobre o que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente. Só então estamos preparados para experimentar a alegria de viver.
É por não ser capaz de deixar o passado onde ele de facto pertence, bem atrás de mim e deixar de imaginar o futuro e de me preocupar com ele sempre que adormeço, que apesar de estar rodeada de pessoas lindas e momentos felizes, não tenho conseguido viver, apreciar a vida.
Acordo a pensar no ontem e passo o dia a pensar no amanhã. E à noite simplesmente me lamento de não ter aproveitado o dia que passou. Este é o meu lema, apresento-vos …..O MEU MUNDO.
sábado, julho 12, 2008
Viver
sábado, maio 17, 2008
Pele de Cobra
Gostava de ser cobra... As cobras mudam de pele periodicamente onde após um tempo isoladas e quietas, a pele vai saindo com a ajuda de rochas, pedras. segunda-feira, março 31, 2008
Não esperes
...Por um sorriso para seres gentil,
...Seres amado para amar,
domingo, janeiro 27, 2008
Amizade entre um homem e uma mulher
Júlio Dantas
_____
Acredito porém que a amizade pura, intelectual entre um homem e mulher pode existir mas muitas vezes não existe sempre somente como amizade sem nada mais, pelo menos atracção de uma ou ambas as partes já existiu.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Pára!!
Pára!!Sai da minha cabeça. Porque não deixo de pensar em ti? Não gosto de sentir isto. Não consigo dormir.
Doi-me o peito, não consigo abrandar o bater do meu coração. Pensava que já o tinha perdido.
Não era suposto ser assim.
Não era suposto estar assim.
Que me fizeste? Sai... afasta-te de mim!
Sinto que te podes tornar uma doença e eu quero que sejas a cura.
A tua presença verga-me perante sentimentos estranhos. Tenho medo de me partir.
Porque não mantive meu coração fechado, como sempre me esforcei por o deixar? Será que já sabia que iria sofrer assim?
Não encontro a chave para fechar o cadeado do meu coração. Estou encadeada pela tua luz... cegas-me, queimas-me. Dá-me a chave de volta, peço-te.........
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Soulmate
Who knows how to love you without being told
Somebody tell me why I'm on my own
If there's a soulmate for everyone
Here we are again, circles never end
How do I find the perfect fit
There's enough for everyone
But I'm still waiting in line
Natasha Beingfield- "Soulmate"
http://www.youtube.com/watch?v=BEzbkGj7EaQ
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Em 2007....
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Sugestão do Williamzito
(William Shakespeare)
Gostava de ter aprendido o mesmo que o williamzito. Palavras sábias, mas não sei se fáceis de seguir.
Dar boas razões para que gostem de mim até não me parece difícil, pelo menos até agora nunca dei boas razões para não gostarem. Agora........ a parte do ter paciência não sei não!! Já não acredito no pai natal (nem em homens fieis :-( mas agora acreditar que com paciência pode-se conseguir ter sucesso no amor... ai isso é que não!! Muita paciência semeei eu e ainda só colhi tempestades....
domingo, dezembro 02, 2007
No que o mundo me tornara...
Existe um poema do grande poeta António Aleixo que li tinha os meus 13 anos e que decorei na altura. Nunca mais me saiu da cabeça. Desde então tentei sempre não me esquecer dos versos. Com os anos frases soltas foram desaparecendo da minha memória e hoje decidi procurá-lo na internet e encontrei-o. Decidi partilhar este poema com quem quer que leia os meus "sinais de fumo"... Sei que é um poema forte, mas acho que nos dias que correm se adapta a muitas pessoas. Até Breve_______
NO QUE O MUNDO ME TORNARA
Há dias pus-me na frente
Dum espelho onde me via...
E ri, ri...ri francamente,
Porque não me conhecia.
Fui no meu rosto encontrar,
Por sobre o sulco dos anos,
A máscara que os desenganos
Me forçam a usar.
No que o mundo me tornára!
Quando ri, torno a rir
De raiva - pr'a não cuspir
Na cara da minha cara.
Ri mais porque só a rir
A mim mesmo me iludia...
Mas, se pudesse fugir
Com nojo de mim, fugia.
António Aleixo
segunda-feira, novembro 26, 2007
Desabafo de segunda-feira
Estou tão cansada. São 15:23, é segunda-feira e estou farta de "picar milho" (para os leigos significa que estou farta de bater com a cabeça no teclado).O tempo não passa e sempre que olho para o relógio, quase que jurava que o tempo estava a andar para trás. O que precisava agora era de um colinho isso é que era.
Olho para o relógio e o tempo não passa e só me aparece na cabeça a imagem de mim deitada no meu sofá fofinho, a minha manta de lã cor bordeau a tapar-me, a gata deitada ao meu lado a ronronar e o aquecimento ligado. AH e já agora ter alguém a fazer-me festas no cabelo. Hummmmmmmmmmm que bom que era.
Enfim.... vou mas é voltar ao trabalho.
Até logo!
(Isto se eu não adormecer no trabalho)
terça-feira, novembro 20, 2007
Encontrá-lo numa esquina qualquer...
Porém, precisava de desabafar e é escrevendo que o faço melhor.
Preciso de desabafar a falta que sinto de uma pessoa. Esse alguém que entrou na minha vida sem bater à porta e desapareceu do mesmo modo.
Porque essa pessoa desapareceu? Por minha culpa claro; sou eu que tenho sempre culpa das coisas más que me acontecem, sou eu que conscientemente (antes pensava que inconsciente) me penalizo e me afasto das coisas boas que me podem ou estão a acontecer.
Por isso este alguém desapareceu e eu desisto de procurar, porque sou fraca.
Sei que perdi pela minha estupidez, se voltasse atrás iria fazer o mesmo. Confesso!
Enfim.. resta-me a esperança de o encontrar assim por acaso numa esquina qualquer!
sábado, março 10, 2007
Voar
Voo sobre a cidadeEm sonho agitado.
Grito por alguém,
ninguém responde.
Sinto que estou só em terra de predios altos
em ruas agitadas
por pessoas que correm contra o tempo,
e que olham para o chão com medo de sorrir.
Talvez nao esteja tão só.
Talvez estejam também perdidos...
Passo por nuvens baixas
e tenho medo de me perder,
apesar de sentir que ja me perdi à muito tempo,
mesmo antes de adormecer.
Quero sonhar que voo contigo de mãos dadas,
que me mostras o caminho para casa
que me aqueces o coração com um abraço bem apertado.
Não me deixes voar para mto longe.... ou não saberei voltar para casa!
Ou não saberei acordar do sonho! Vem comigo..........
domingo, fevereiro 25, 2007
Esplanada sabado à tarde....

Estou sentada na esplanada de um café, a beber um capucino com um aquecimento mesmo junto a mim. O meu corpo sente-se quente, mas a minha alma sente-se fria, tão fria que a sinto tremer dentro da minha mão.Uma mistura de pessoas a conversas e a sorrir, fazem-me sentir vontade de estar com que gosto, que amo. Mas estão longe... mto longe de mim.
Sei que se lembram de mim. Estou certa disso, mas as suas vidas agitadas fazem, com que eu seja um pensamento vago. Mas para mim estão constantemente no meu pensamento em cada passo que dou, em cada coisa que vejo, em cada sorriso que vejo ou gargalhada que ouço.
Sei que estou longe por vontade própria. Ninguem me obrigou, somente as vicissitudes da vida que me fizeram ter que lutar pela minha felicidade.
Não espero ficar muito tempo longe, mas sei que quando voltar não serei a mesma. Sei e sinto cada vez que adormeço.
As pessoas que amo, os lugares onde adoro estar, as conversas sobre nada..... serão mais importantes para mim! E faço questao de as aproveitar em cada momento!
Esperem por mim....
quarta-feira, agosto 23, 2006
Sem rumo

Há momentos na vida que não sabemos para que porto estamos a remar. Que tempestades iremos encontrar em cada esquina e que outros marinheiros sem rumo iremos cruzar.
___________
Sinto-me assim…. À deriva…
Remo quase sem forças
Preciso de descansar.
Parou o vento
Mas tenho que remar.
O sol queima,
Mas aquece-me a alma.
Suspiro, reclamo
Mas sinto-me viva, calma.
Aguardo a noite,
Onde as estrelas me guiarão o caminho.
Mas tenho receio que as nuvens, indesejadas companheiras,
Me deixem perdida mais uma vez…
Ansiando por outro dia, outra alvorada.
O sol volta a nascer,
Mas o vento teima em não vir.
Preciso de ajuda para encaminhar meu barco,
Para um porto seguro.
segunda-feira, agosto 14, 2006
medo = cobardia?
Não considero que ter medo é ser cobarde. Considero que o medo é meu amigo que até agora nunca me deixou mal. Sei que me tem impedido de ver e sentir coisas que certamente me fariam feliz, mas para mim só o facto de não me ter feito sofrer já merece que o carregue sempre comigo.
Sim, tenho medo de sofrer mas acima de tudo tenho medo de fazer alguém infeliz e já o fiz.
Sempre na minha vida dei tudo o que posso para ver as pessoas felizes, mesmo que eu isso implicasse ficar um pouco triste. Dizem-me que não percebem porque não me preocupo mais comigo própria, em ser feliz e que já tenho idade para saber que tenho que lutar é pela minha felicidade e depois se puder ajudo os outros.
Pois…. Mas já dizia um professor meu da faculdade: “Eu sou humanista, sou feliz com a felicidade dos outros”. E eu me sinto assim. Quero pensar que o que faço às pessoas se fosse ao contrário também o fariam…. (quero pensar, mas sei que não é verdade).
Com os anos a passar sinto cada vez mais que ser feliz com a felicidade dos outros já não me chega, mas já não tenho forças para mudar e acho que já nem vale a pena. Tudo que dei de mim criou um vazio tão fundo que nem toda a areia do mundo chegaria para tapar. Por isso continuarei a dar… sem pedir nada em troca (como sempre fiz)… Pode ser que um dia, um dia não muito longínquo alguém me queira dar algo e eu não tenha medo em o receber.